Nissan e Renault juntas para melhor competirem no setor dos elétricos
7 novembro, 2022 por
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Com as mudanças de paradigma no setor automóvel e a crescente preocupação ambiental, a indústria dos carros elétricos é, atualmente, uma das mais apelativas para as marcas de automóveis. Para além de ser um dos caminhos para atingirem as metas climáticas definidas, os veículos elétricos são cada vez mais a primeira opção dos consumidores.

Neste sentido, a Nissan e a Renault estão em conversações para melhor competirem no setor dos elétricos. Segundo informações avançadas pela Reuters, as duas marcas estão em negociações com o objetivo de renovarem a sua aliança e se focarem em fortalecer a competitividade, obtendo o máximo do seu investimento no setor dos veículos elétricos. Os detalhes das informações indicam que o prazo para efetivamente chegarem ou não a acordo é o próximo dia 15 de novembro.

Makoto Uchida, CEO da Nissan, não comentou a possibilidade de acordo ainda neste mês, mas adiantou que se encontrava em conversações com Luca de Meo, CEO da Renault, todos os fins-de-semana e que as conversas tinham "continuidade para o futuro". Contudo, fontes próximas afirmam que a partilha de tecnologia foi um dos temas que gerou discórdias. 

Uchida referiu que o objetivo é melhorar a capacidade das fabricantes em competir neste mercado, numa altura de incerteza económica e à medida que a indústria avança para um caminho que o CEO descreveu como sendo a maior transformação do século com a mudança para os veículos elétricos. "A discussão que temos tido é sobre como tornar a nossa competitividade ainda mais forte", frisou Uchida em entrevista à Reuters nesta sexta-feira (3).

Uma outra parte de discórdia está relacionada com a participação que cada marca tem da propriedade da outra, pois a Renault detém 43% da Nissan, enquanto que o inverso é de apenas 15%. Portanto, fontes familiarizadas disseram que ambos os lados estão a ponderar uma redução da participação da marca francesa, potencialmente também para 15%. O CEO da Nissan acrescenta que "uma parceria igualitária faria sentido e iria acelerar ainda mais a colaboração".


Fonte: Pplware

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