Injeção de energia a partir de baterias de VE? Projeto português testa viabilidade
Este projeto piloto uniu a Galp, Eletricidade dos Açores e a Nissan, testando ao longo de 90 semanas a injeção de energia na rede a partir de baterias de veículos elétricos. Este projeto piloto contou com a adesão de oito entidades.
4 fevereiro, 2022 por
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O projeto decorreu durante 90 semanas, nos Açores, tendo sido utilizadas as baterias de uma frota de 10 Nissan Leaf e e-NV200 que permitiram introduzir na rede energia suficiente para alimentar 32 residências. A tecnologia chama-se Vehicle-to-Grid (V2G) que permite que os elétricos não consumam apenas eletricidade mas possam fornecer energia de volta à rede quando estão estacionados. 


Podemos perguntar-nos: Porque haveríamos de querer descarregar energia do nosso automóvel? 

A Galp aponta que, “com uma lógica descentralizada de fluxos bidirecionais, a tecnologia V2G permite que um carro elétrico carregue a sua bateria quando o preço da energia elétrica é mais barato e que descarregue a energia dessa mesma bateria para a rede elétrica ou para autoconsumo, quando o preço da energia é mais caro.”.

 
 


Este projeto somou um total de 43 mil horas de operação que permitiu a injeção de mais de 100MWh na rede elétrica, evitando a emissão de 15,2 toneladas de CO2 para a atmosfera.

Isto abre “portas a novos modelos de negócio e novas abordagens para ao mercado elétrico nacional”, afirmou a Galp.


Uma análise das poupanças indica que é possível reduzir até 50 euros na fatura de eletricidade, através do carregamento em horas de super vazio (quando a energia é mais barata) e o fornecimento dessa energia em horas de ponta. Não só ajuda o consumidor como integra mais produção renovável e sustentável na rede.


“Tendo em conta que na ilha de São Miguel nos períodos noturnos existe a necessidade de fazer curtailment de eólicas – reduzir a produção de energia eólica para se ajustar à procura de energia – o carregamento dos veículos entre as 2h e as 5h da manhã visou utilizar essa energia, que não seria aproveitada, para recarregar as baterias dos veículos.”, lembrou a Galp.


Outras medições permitiram perceber que o desgaste da bateria que a tecnologia V2G provoca não é relevante, “não se tendo verificado grandes diferenças do SoH das baterias dos veículos utilizados no projeto em comparação com viaturas com quilometragem similar que nunca realizaram V2G”, fundamentou a Galp.



Fonte:

Welectric - Projeto nos Açores testa injeção de energia a partir de baterias de EV


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