"Um investimento de três mil euros consegue alcançar uma rentabilidade excelente" - Entrevista a José Barbosa
Fundador da BestSol fala sobre investimentos, localizações e manutenção de painéis solares.
20 janeiro, 2022 por
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Painéis solares são, para muitos, a energia do futuro. Tratam-se de uma solução sustentável, com baixos custos de manutenção e que permitem a obtenção de lucro a médio e longo prazo. Para descobrirmos mais sobre este tipo de obtenção de energia, tivemos a oportunidade de conversar com José Barbosa, fundador da BestSol - empresa voltada para o comércio, instalação, consulta e assistência de painéis solares, inversores e estruturas para painéis. 

Começa por afirmar que a BestSol chegou ao mercado há mais de dez anos mas que foi precisamente há cerca de cinco ou seis anos que a procura começou a disparar e que, desde aí “os painéis têm tendências de aumento, até porque todos os anos a procura tem vindo a subir”. De acordo com José Barbosa, “estes dois anos de pandemia permitiram que as pessoas tivessem mais tempo para fazer um estudo mais profundo e a procura cresceu”. Os fundos por parte do governo acabam, também, por tornar este tipo de investimento mais aliciante. Este aumento da procura tem resultado no aumento dos custos de material no último ano - que se prevê que estabilize em 2025. 


No que toca aos tipos de painéis solares, estes podem ser fotovoltaicos ou térmicos. Consoante as necessidades, podem ser direcionados para a energia ou para o aquecimento de águas. Em termos de investimento, este é bastante semelhante, sendo os respetivos objetivos a principal diferença. “Há um misto mas ainda é um pouco confuso e o preço dispara; ou seja, acaba por ser preferível colocar os dois separadamente do que o misto - uma vez que exige termoacumulador e vários acessórios para se fazer a instalação, o que torna o investimento muito mais alto”, sugere José Barbosa. Os painéis direcionados ao aquecimento de água conseguem alcançar 70-80% de poupança anualmente; os de energia alcançam em média 40% (dependendo da quantidade e da localização). “Um painel produz os 365 dias do ano. Claramente tem os seus picos mas até no inverno produzem”, reitera. Relativamente à sua manutenção e limpeza, “é aconselhável limpar os painéis cerca de duas vezes por ano, com água e detergente da louça”, dependendo da zona e da proximidade de árvores ou de estradas. A falta de limpeza pode levar a uma quebra de 10 a 20% da produção. Assim, a sua manutenção acaba por ter um custo praticamente nulo. 

Se viver num apartamento e tiver interesse na instalação de painéis solares, José Barbosa relembra que “nos apartamentos pode ser complicado quando já têm uma construção com cerca de cinco anos. A partir daí, muitas construções já são feitas a contar com painéis fotovoltaicos. Depois há a questão do condomínio, uns aceitam e outros não”. No que toca a vantagens, esta “costuma ser de cerca de 40%, mesmo nos apartamentos. Nos condóminos em que há dois elevadores, costuma ser de 10 a 20% mais vantajoso”. Acrescenta que, em breve, poderá estar no mercado uma tecnologia que facilite a divisão de energia nos prédios.


Relativamente a investimentos, se for uma casa unifamiliar e com um sistema bem dimensionado e com uma bateria entre 5 a 10kW, “falamos em cerca de seis mil euros, com uma rentabilidade de poupança que pode chegar aos 80%. Se for apenas autoconsumo, falamos em três mil euros e meio, no total”. Uma vez que o produto oferece uma garantia de 20 anos, “três mil euros investidos proporcionam uma rentabilidade excelente”. Trata-se de um investimento em que quase a totalidade dos custos se enquadra na fase inicial e que, a médio e longo prazo, permite a obtenção de lucro com a venda de energia à rede.

O aumento da procura de painéis solares está, também, relacionado com o aumento das vendas de carros elétricos. José Barbosa assegura que o carregamento de carros elétricos numa habitação com este tipo de captação de energia é vantajoso relativamente a carregamentos em locais públicos. 

Assim, o fundador da BestSol reforça a importância crescente desta fonte de energia, em habitações particulares e em empresas. Além de renovável, possibilita a redução do valor das faturas de energia mensalmente. Com a continuação dos apoios por parte do governo, “nos próximos dez anos vamos ter um crescimento muito elevado”, conclui.




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